. Continuaçãoa respeito da correspondência com o Máximo Homem; aqui,da correspondência das mãos, dos braços, dos pés e dos lombos com ele. *4931. Mostrou-se anteriormente que o céu inteiro se refere a um homem com cada um de seus órgãos, membros e vísceras, e isso porque o céu se refere ao Senhor, visto que o Senhor é tudo em todas as coisas do céu, de tal modo que o céu no sentido próprio é o Divino Bem e o Divino Vero que procedem do Senhor; daí vem que o céu foi discriminado, por assim dizer, em tantas províncias quantas são as vísceras, os órgãos e os membros no homem, com os quais também há correspondência. A não ser que houvesse tal correspondência do homem com o céu e, por meio do céu, com o Senhor, o homem não subsistiria um momento sequer; todas essas coisas são mantidas ligadas por meio do influxo. [2] Todas essas províncias, porém, se referem a dois reinos, a saber, ao reino celeste e ao reino espiritual. O primeiro reino, a saber, o reino celeste, é o reino do coração no Máximo Homem; e o segundo, a saber, o reino espiritual, é ali o reino do pulmão; e é de forma semelhante no homem, em todas e cada uma das coisasdele reina o coração e reina o pulmão. Estes dois reinos estão admiravelmente conjungidos; essa conjunção é representada também na conjunção do coração e do pulmão no homem, e na conjunção das operações de um e de outro em cada um dos membros e das vísceras. [3] Quando o homem é embrião, ou quando está ainda no útero, então ele está no reino do coração; mas quando saiu do útero, então ele vem, ao mesmo tempo, ao reino do pulmão; e se ele se deixa guiar pelos veros da fé ao bem do amor, então do reino do pulmão ele retorna ao reino do coração, no Máximo Homem, porquanto vem assim de novo ao útero e renasce, e então nele também são conjuntos esses dois reinos, mas em uma ordem inversa, já que anteriormente o reino do coração nele estava sob o império dos pulmões, mas depois disso o reino dos pulmões fica sob o império do coração, isto é, antes o vero da fé nele dominava, mas depois o bem da caridade dominou. Que o ‘coração’ corresponda ao bem do amor, e o ‘pulmão’, ao vero da fé, foi visto (n. 3635, 3883 a 3896).