. ‘E não sabia coisa alguma com ele, senão o pão que ele comia’; que signifique que o bem por isso era apropriado, vê-se pela significação do ‘pão’, que é o bem (n. 276, 680, 3478, 3735, 4211, 4217, 4735); e pela significação de ‘comer’, que é ser apropriado (n. 3168, 3513, 3596, 3832, 4745). Que ‘não sabia coisa alguma com ele senão o pão’, significa que ele não recebia nenhuma outra coisa senão o bem. Pode-se crer que o bem, quando ele apropria a si o vero, seja um vero qual o vero da fé que apropria a si, mas é o bem do vero [ou bem que pertence ao vero]; os veros que não são do uso de fato se aproximam, mas não entram. Todos os usos provenientes dos veros são os bens do vero; os veros que não são para o uso são separados, e alguns são retidos, mas alguns são rejeitados. Os que são retidos são os que introduzem para o bem de mais longe ou de mais perto, e eles são os usos mesmos; os que são rejeitados são os que não introduzem nem se aplicam. Todos os usos, em seu começo, são veros da doutrina, mas na progressão esses veros tornam-se bens e então tornam-se bens quando o homem age segundo eles; a ação mesma qualifica assim os veros. Com efeito, toda ação desce da vontade, e a vontade mesma faz com que esta se torne bem, a qual antes foi um vero. Daí, é evidente que o vero pela vontade não seja mais o vero da fé, mas sim o bem da fé; e que o vero da fé não faça ninguém feliz, mas sim o bem da fé, pois este afeta aquilo mesmo que pertence à vida do homem, a saber, o seu querer; e lhe dá o prazer interior, ou a bem-aventurança, e na outra vida, a felicidade, que se chama regozijo celeste.