. ‘E José era belo de forma’; que signifique o bem da vida daí proveniente; ‘e belo de aparência’, que signifique o vero da fé daí proveniente, vê-se pela significação de ‘belo de forma e belo de aparência’, porque a ‘forma’ é a essência da coisa, mas a ‘aparência’ é a existência que daí provém; e porque o bem é a essência mesma, e o vero é a existência que daí provém, por ‘belo de forma’ é significado o bem da vida, e por ‘belo de aparência’, o vero da fé, pois o bem da vida é o ser mesmo do homem, porque ele pertence à sua vontade, e o vero da fé é o existir que provém do ser, porque ele pertence ao seu entendimento. Com efeito, tudo que pertence ao entendimento, isto existe pela vontade; o ser da vida do homem está em seu querer, e o existir de sua vida está em seu entender; o entendimento do homem não é outra coisa senão a vontade explicada e formada de modo que se mostre tal qual ela é pela aparência. Daí é evidente donde vem a beleza, a saber, do homem interior, porque vem do bem da vontade por meio do vero da fé; o vero mesmo da fé apresenta a beleza na forma externa, mas o bem da vontade a introduz e a forma. Daí vem que os anjos do céu são de uma beleza inefável, visto que eles são, por assim dizer, amores e caridades em forma; é por isso que, quando aparecem em sua beleza, eles afetam os íntimos; neles o bem do amor procedente do Senhor brilha pelo vero da fé e afeta penetrando. Daí se pode ver o que é significado, no sentido interno, por ‘belo de forma e belo de aparência’, como também no n. 3821.