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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Em um sonho de repouso, vi algumas árvores plantadas em um receptáculo de madeira, das quais uma era alta, outra baixa, e duas eram pequenas. Aquela árvore que era mais baixa causava-me muito deleite, e ao mesmo tempo um suavíssimo repouso, o qual não posso expressar, que afetava a minha mente. Despertando-me do sono, entrei em conversa com aqueles que tinham induzido esse sonho; eram espíritos angélicos (ver n. 1977, 1979), que me disseram o que era significado pelo que eu tinha visto, a saber, que era o amor conjugal. Pela árvore alta, o marido, pela árvore um pouco mais baixa, a esposa, e pelas duas pequenas árvores, os filhos. Disseram depois que o suavíssimo repouso [amaenissima quies], que afetava a minha mente indicava qual suavidade da paz tinham, na outra vida, aqueles que viveram no amor conjugal genuíno. Acrescentavam que tais são os que pertencem à província das coxas imediatamente acima dos joelhos, e que os que se acham em um estado mais suave pertencem à província dos lombos. Também me foi demonstrado que se interpunha uma comunicação por meio dos pés com as solas e com os calcanhares. Que haja comunicação, é ainda evidente por esse grande nervo na coxa, que envia seus ramos não só pelos lombos até os membros dedicados à geração, que são os órgãos do amor conjugal, mas também pelos pés até solas e até os calcanhares. Também me foi então desvendado o que se entende na Palavra pela juntura e o nervo da coxa que foi luxado quando Jacó lutava com o Anjo (Gn. 22:25, 31, 32, de que se tratou nos n. 4280, 4281, 4314, 4315, 4316, 4317).
[2] Vi depois um grande cão, tal qual o que foi chamado Cérbero entre os escritores antiquíssimos; a sua goela era horrenda. Disseram-me que um tal cão significa uma guarda a fim de que não se passe do amor conjugal celeste ao amor do adultério, que é infernal. De fato, há amor conjugal celeste quando o homem vive contente no Senhor com a sua esposa, a quem ama ternamente, e com seus filhos; por isso ele tem no mundo um encanto interior, e na outra vida o regozijo celeste. Porém, quando desse amor ele passa ao amor oposto, e nele esse aparenta ser um prazer quase celeste, e, todavia, é infernal, aparece então um tal cão como guarda, para que não haja comunicação entre prazeres opostos.

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