ac 5089

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E estiveram [por] dias em custódia’; que signifique que eles estiveram muito tempo no estado de rejeição, vê-se pela significação dos ‘dias’, que são estados (n. 23, 487, 488, 493, 893, 2788, 3462, 3785, 4850); aqui, portanto, ‘[por] dias’ significa que estiveram por muito tempo no estado, a saber, no estado de rejeição, que é significado pela ‘custódia’ (n. 5083). Não se permite explicar de forma a dar mais sustento a cada uma das coisas que estão contidas no sentido interno, porque tais coisas são aquelas a respeito das quais não se pode formar uma ideia pelas coisas que estão no mundo, como por exemplo, a respeito do homem celeste espiritual, a respeito do estado dele no natural quando o natural interior se torna novo e, depois, quando ele foi feito novo e o natural exterior foi rejeitado; mas a respeito destas e de coisas semelhantes pode-se formar uma ideia pelas coisas que estão no céu, ideia que é tal que ela não cai em nenhuma ideia formada pelas coisas que estão no mundo, a não ser naqueles que, enquanto estão no pensamento a respeito disso, podem ser desviados dos sensuais.
[2] A não ser que o pensamento no homem possa ser elevado acima dos sensuais, de modo que esses sejam considerados como embaixo, ele não pode de modo algum saber coisa alguma mais interior na Palavra, menos ainda coisas tais que são do céu abstraídas das que são do mundo, porquanto os sensuais absorvem essas coisas e as sufocam. Daí vem que aqueles que são sensuais e se debruçaram no estudo das coisas do conhecimento raramente compreendem alguma coisa acerca das coisas que pertencem ao céu. Com efeito, eles imergiram os pensamentos em coisas tais que pertencem ao mundo, isto é, em termos e em distinções procedentes desses termos, assim, em coisas sensuais das quais não podem mais se elevar e, assim, não podem ser mantidos em uma intuição acima desses sensuais. Dessa forma o pensamento deles não pode mais estender-se livremente em torno do campo das coisas da memória e escolher as que convêm e rejeitar as que repugnam, e aplicar as que estão em alguma conexão; visto que ela é mantida fechada e imersa nos limites, como foi dito, e por isso, nos sensuais, de modo que não pode dirigir os seus olhares ao redor. Esta é a causa de que os eruditos creem menos do que os simples, e ainda mais também que nas coisas celestes saibam menos; com efeito, os simples podem intuir um assunto acima dos termos e acima das coisas do conhecimento, assim, acima das coisas sensuais; mas com os eruditos é assim, eles intuem a partir dos termos e das coisas do conhecimento, afinal a mente [deles] está nessas coisas, assim, está amarrada como em uma prisão ou cárcere.

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