. ‘E a taça do faraó em minha mão’; que signifique o influxo do natural interior no exterior, e o começo da recepção, vê-se pela representação do ‘faraó’, que é o natural interior (n. 5080, 5095); pela representação do ‘copeiro’, que é o natural exterior (n. 5077, 5082); ‘em minha mão’ énele; pela significação da ‘taça’, que é aquilo que contém e também, ao mesmo tempo, aquilo que está contido, do que se tratará no que segue (n. 5120). Daí e a partir da série das coisas no sentido interno, pela ‘taça do faraó na minha mão’ é significado o influxo do natural interior no exterior, e o começo da recepção ali. Anteriormente, foi dito o que é o natural interior e o natural exterior, a saber, que o natural interior é aquilo que comunica com o racional e no que o racional influi, o natural exterior por sua vez é aquilo que comunica com os sensuais ou, por meio dos sensuais, com o mundo, assim [aquilo] em que o mundo influi. Quanto ao que diz respeito ao influxo, ele procede continuamente do Senhor por meio do racional no natural interior, e por este, no exterior; mas as coisas que influem são mudadas e vertidas segundo a recepção. Nos não regenerados os bens são aí vertidos em males, e os veros em falsos; mas nos regenerados, os bens e os veros se apresentam neles como em um espelho, pois o natural não é outra coisa senão como uma face representativa dos espirituais que pertencem ao homem interno; e então essa face se torna representativa quando os exteriores correspondem aos interiores. Daí se pode de algum modo ver o que se entende pelo influxo do natural interior no exterior e pelo começo da recepção ali.