. ‘Para que me pusessem na cova’; que signifique a rejeição entre os falsos, vê-se pela significação da ‘cova’, que é o falso (n. 4728, 4744, 5038). Acima, tratou-se do mal, a saber, que os celestes foram alienados pelo mal (n. 5134, 5135); aqui se trata do falso, pois onde na Palavra se fala de um, também se fala do outro; a saber, onde se fala do mal também se fala do falso, porque onde se fala do bem, ali se fala do vero. O motivo disso é para que haja um casamento em cada coisa da Palavra, pois há um casamento celeste do bem e do vero, mas um casamento infernal do mal e do falso. De fato, onde está o mal ali está o falso, o falso se junta ao mal como uma esposa ao marido. E onde está o bem, ali está o vero, pois o vero se conjunge ao bem como a esposa ao marido. Daí se pode, pela vida, saber qual é a fé, pois o bem pertence à vida e o vero pertence à fé, e o mesmo ocorre com o mal e o falso. Que haja um casamento em cada coisa da Palavra, foi visto (n. 683, 793, 801, 2173, 2516, 2712, 4138).