. ‘E respondeu José, e disse’; que signifique a revelação procedente da percepção pelo celeste no natural, vê-se pela significação de ‘responder’ e de ‘dizer’, que é a revelação oriunda da percepção (de que se tratou acima, n. 5121); e pela representação de ‘José’, que é o celeste no natural (n. 5086, 5087, 5106). Que ‘José’, aqui, seja o celeste no natural, é porque se trata do natural. Com o celeste e o espiritual assim acontece: O celeste mesmo e espiritual mesmo, que no céu influi desde o Divino do Senhor, habita principalmente no racional interior; ali, com efeito, as formas são mais perfeitas e acomodadas à recepção. Contudo, ainda assim o celeste e espiritual procedente do Divino do Senhor influi ainda no racional exterior e também no natural, e isso tanto mediata como imediatamente: mediatamente por meio do racional interior, e imediatamente desde o Divino mesmo do Senhor. O que influi imediatamente, este dispõe, e o que influi mediatamente, este é disposto. Acontece assim no racional exterior e assim no natural. Daí se pode ver o que é o celeste no natural: o celeste procede do Divino Bem, e o espiritual procede do Divino Vero, um e o outro do Senhor; estes, quando estão no racional, são ditos o celeste e o espiritual no racional, e quando estão no natural, são ditos o celeste e o espiritual no natural. Por racional e natural entende-se o homem mesmo, tanto quanto ele foi formado para receber o celeste e o espiritual; mas por racional entende-se o seu interno, e por natural, o externo. Pelo influxo e segundo a recepção o homem é chamado ou celeste ou espiritual: celeste se o Divino Bem do Senhor é recebido na parte voluntária, espiritual se esse Bem é recebido na parte intelectual.