Texto
. ‘E fez um banquete a todos os seus servos’; que signifique a iniciação e a conjunção com o natural exterior, vê-se pela significação do ‘banquete’, que é a iniciação à conjunção (n. 3832), e que também é a conjunção por meio do amor e da apropriação (n. 3596); e pela significação dos ‘servos’, que são as coisas pertencentes ao natural exterior; pois, quando o homem é regenerado, então os inferiores são subordinados e sujeitados aos superiores, ou os exteriores aos interiores; os exteriores então se tornam servos, e os interiores senhores. (Tais coisas são significadas pelos ‘servos’ na Palavra, ver n. 2541, 3019). No entanto, tornam-se servos tais quais são amados pelo Senhor, porquanto é o amor mútuo que conjunge, o que faz que não se aperceba como uma servidão, mas como um obséquio514 vindo do coração; com efeito, influi desde o interior um bem que ali produz um tal prazer. Outrora, fazia-se banquetes por vários motivos; por eles era significada a iniciação no amor mútuo e, assim, a conjunção; eles eram feitos também nos dias do nascimento, e por meio deles então era representado um nascimento de novo, ou a regeneração, que é a conjunção dos interiores com os exteriores no homem por meio do amor, consequentemente, a conjunção do céu com o mundo nele, pois o mundano ou o natural no homem é então conjungido com o espiritual e o celeste.