. Senti, certa vez, uma ansiedade na parte interior do estômago, o que me deu a conhecer que tais espíritos estavam presentes. Falei-lhes dizendo que era melhor que se retirassem, pois a esfera deles, que causava a ansiedade, não concordava com as esferas dos espíritos que estavam comigo. Então houve com eles uma conversação sobre as esferas, a saber, que ao redor do homem há um grande número de esferas espirituais, e que os homens não sabem e não querem saber que as haja, pela razão que eles negam tudo que se chama espiritual, e alguns, tudo que não se vê e não se toca; que assim, há ao redor do homem certas esferas provenientes do mundo espiritual, que concordam com a sua vida, e que por essas esferas o homem está em sociedade com os espíritos de uma afeição semelhante, e que daí existem muitíssimas coisas que o homem, que atribui tudo à natureza, ou nega, ou atribui a uma natureza mais oculta; por exemplo, aquilo que se atribui a sorte; pois há indivíduos que, por experiência, estão absolutamente persuadidos de que existe alguma coisa que opera de um modo oculto, e que se chama sorte, mas não sabem de onde isso vem. Que isso venha da esfera espiritual, e que seja o último da Providência, é o que se dirá em outra parte, pela Divina Misericórdia do Senhor, por testemunhos tirados da experiência.