Texto
. Há giros em que os espíritos noviços devem ser inaugurados, a fim de poderem achar-se na companhia dos outros e poderem, ao mesmo tempo, não só falar com eles, como também pensar. Na outra vida é necessário que haja entre todos concórdia e unanimidade, a fim de que sejam um, do mesmo modo que no homem todas e cada uma das coisas, que, embora em toda a parte sejam diferentes, fazem todavia um pela unanimidade. O mesmo acontece no Máximo Homem. Para esse fim o pensamento e a linguagem de um devem concordar com o pensamento e a linguagem dos outros. É um princípio que o pensamento e a linguagem em si mesmos, em cada membro de uma sociedade, estejam em concordância; de outro modo, o que há de discordante é percebido como um estridor insuportável que fere as mentes dos outros. Todo discordante também desune, e é um impuro que deve ser rejeitado. Esse impuro proveniente da discórdia é representado pelo impuro junto ao sangue e no sangue, do qual o sangue deve ser depurado. Essa depuração se faz pelos tormentos [ou agitações], que não são outra coisa mais do que tentações de diferentes gêneros; e depois pelas introduções nos giros. A primeira introdução nos giros é para que os espíritos possam estar todos acomodados; a segunda, para que os pensamentos e a linguagem estejam em concordância; a terceira, para que concordem entre si quanto aos pensamentos e às afeições; a quarta, para que concordem nos veros e nos bens.