. ‘E faraó sonhava’; que signifique aquilo que foi previsto a respeito do natural, vê-se pela representação do ‘faraó’, que é o natural (n. 5079, 5080, 5095, 5160); e pela significação de ‘sonhar’, que é a predição das coisas futuras, assim, no sentido supremo, a Previdência (n. 3698, 4682, 5091, 5092, 5104); e porque é a Previdência, ou o que foi previsto, é também a Providência, ou aquilo que foi provido, pois uma não é dada sem a outra. Com efeito, a Providência visa o estado sucessivo pela eternidade, o qual, a não ser que seja previsto, não se pode prover. Prover as coisas presentes e não prever ao mesmo tempo as coisas futuras e, assim, não prover ao mesmo tempo as coisas futuras nas coisas presentes seria agir sem fim, sem ordem e, consequentemente, sem sabedoria e inteligência, assim, não a partir do Divino. Contudo, do bem é predicada a Providência, e do não bem, a Previdência (n. 5155); do bem não se pode predicar a Previdência, porque o bem está no Divino e existe pelo Divino mesmo e segundo o Divino, mas se pode predicar do não bem e do mal, pois este existe fora do Divino por outras coisas que são contra o Divino. Assim, como a Providência se diz a respeito do bem, ela é dita também da conjunção do natural com o celeste do espiritual, conjunção de que se trata neste capítulo; é por isso que por ‘sonhar’ aqui é significado aquilo que foi provido.