. ‘E eis que estava [em pé] junto ao rio’; que signifique de um limite a um [outro] limite, vê-se pela significação de ‘rio’, aqui do rio do Egito, ou Nilo, que é o limite. Que o ‘rio’ seja o limite, é porque os grandes rios, a saber, o Eufrates, o Jordão e o Nilo, e, além disso, o mar, eram os últimos limites da terra de Canaã; e porque a terra de Canaã mesma representava o Reino do Senhor, e por isso todos os lugares ali representavam várias coisas nesse Reino, consequentemente, os rios representavam os seus últimos, ou os limites (ver n. 1866, 4116, 4240). O Nilo, ou rio do Egito, representava as coisas sensuais submetidas à parte intelectual, assim, os conhecimentos que provêm desses sensuais, pois esses são os últimos dos espirituais do Reino do Senhor. Que signifique de um limite a um limite, é porque se diz do faraó, que ficava junto do rio, pois pelo faraó é representado o natural no geral (n. 5160); considerar alguma coisa desde o interior até o último é representado por estar junto ao último, assim acontece no mundo espiritual; e porque então se considera desde um limite até o [outro] limite, eis por que por essas palavras, no sentido interno, isso é significado.