. ‘As sete vacas belas de aparência e gordas’; que signifique os veros do natural que pertencem à fé e à caridade, vê-se pela significação das ‘vacas’, que são os veros do natural, de que se tratou acima (n. 5198); pela significação de ‘belas de aparência’, que são as coisas que pertencem à fé (n. 5199); e pela significação de ‘gordas’, que são as coisas que pertencem à caridade (n. 5200). Quanto ao que diz respeito a coisa mesma, a saber, que os veros foram exterminados do natural pelos falsos nos limites, deve-se saber que isso se efetua no começo em toda regeneração, pois os veros que no começo são insinuados no homem são de fato em si veros, mas não são veros nele antes de o bem ser a eles adjunto; o bem adjunto faz com que os veros sejam veros. O bem é o essencial e os veros são os seus formais, é por isso que, no começo, perto dos veros estão os falsos, ou nos limites onde estão os veros estão também os falsos; mas conforme o bem vai sendo conjungido aos veros, na mesma proporção os falsos fogem. Isso também acontece ativamente assim na outra vida, ali a esfera do falso se aplica aos veros segundo o influxo do bem nos veros. Quando influi pouco do bem a esfera do falso está perto, quando influi mais do bem a esfera do falso se afasta, e quando o bem é completamente adjunto ao vero, então a esfera do falso também é completamente dissipada; quando a esfera do falso está perto, como acontece no começo, assim como foi dito, então os veros são, por assim dizer, exterminados, mas eles são escondidos durante esse tempo no interior e ali são cheios do bem, e dali são sucessivamente reenviados. Essas coisas são as que são significadas pelas ‘sete vacas’ e as ‘sete espigas’ e, na sequência, pelos ‘sete anos de abundância de mantimento’ e pelos ‘sete anos de fome’. Quem, porém, nada sabe da regeneração, e quem nada sabe do estado interno do homem, não compreende essas coisas.