Texto
. ‘E o faraó acordou’; que signifique o estado de iluminação, vê-se pela significação de ‘despertar-se’, que é ser iluminado (n. 3715); e pela representação de ‘faraó’, que é o natural, de que antes se tratou. Daí é evidente que por ‘faraó acordou’ é significado o estado de iluminação no natural. Pela iluminação, aqui, se entende uma iluminação geral procedente do celeste do espiritual, assim, desde o interior; a iluminação que vem ou influi desde o interior é geral no inferior, mas se torna sucessivamente menos geral e, por fim, particular à proporção que os veros provenientes do bem são ali insinuados; com efeito, cada vero brilha a partir do bem, e também ilumina. Daí vem então, que foi dito logo acima (n. 5206), que os veros tenham sido exterminados do natural, o que sucede a fim de que o natural seja de um modo geral iluminado pelo interior, e em seguida, na iluminação geral(ou na luz geral) os veros ali sejam repostos em sua ordem, desse modo o natural é iluminado de um modo particular.
[2] A correspondência entre o espiritual e o natural no homem, ou entre o seu interno e o seu externo, se faz por esse modo; com efeito, os veros são primeiro adquiridos, em seguida esses veros são, por assim dizer, exterminados. Contudo, eles não são exterminados, mas ficam escondidos e, então, o inferior é iluminado de um modo geral pelo superior, ou o exterior pelo interior, e nessa luz são repostos os veros em sua ordem, por isso todos os veros ali se tornam as imagens de seu geral e correspondem. E mesmo em todas e em cada uma das coisas que existem, não apenas no mundo espiritual, mas também no mundo natural, o geral precede e, em seguida, são sucessivamente insertos nesse geral os menos gerais e, por fim, os particulares. Sem uma tal inserção ou uma tal adaptação nada há absolutamente de inerente, pois tudo que não está em algum geral e não depende de algum geral, isso se dissipa (ver n. 917, 3057, 4269, 4325 no fim, 4329 no meio, 4345, 4383).