. ‘E as espigas franzinas engoliam as sete espigas gordas e cheias’; que signifique que os conhecimentos de nenhum uso exterminaram os conhecimentos bons, vê-se pela significação das ‘espigas franzinas’, que são os conhecimentos de nenhum uso (n. 5214); pela significação das ‘espigas gordas e cheias’, que são os conhecimentos aos quais podem ser aplicadas as coisas pertencentes à fé e à caridade (n. 5213), por consequência, os conhecimentos bons; e pela significação de ‘engolir’, que é exterminar, do mesmo modo que ‘comer’ quando dito acima a respeito das vacas (n. 5206). Que os conhecimentos bons sejam exterminados pelos conhecimentos de nenhum uso, ou que os veros o sejam pelos falsos, foi visto (n. 5207). Acontece também assim no mundo espiritual no lugar onde estão os falsos, ali os veros não podem subsistir; e vice-versa, ali, no lugar onde estão os veros não há falsos, um extermina o outro, já que eles são opostos; a causa é, porque os falsos provêm do inferno, e os veros provêm do céu. Às vezes parece como se os falsos e os veros estivessem em um mesmo sujeito, mas não são os falsos que são opostos aos veros ali, mas sim que são associados por meio de aplicações. O sujeito onde os veros e, ao mesmo tempo, os falsos que são opostos subsistem é denominado ‘morno’; e o sujeito em quem os falsos e os veros foram misturados é chamado ‘profano’.