Texto
. ‘E veio ao faraó’; que signifique a comunicação com o novo natural, vê-se pela significação de ‘vir’, que é a comunicação, aqui pelo influxo; e pela representação de ‘faraó’, que é o novo natural (n. 5079, 5080, 5244). O que as coisas que estão nestes versículos envolvem é evidente pelas coisas que foram explicadas, visto que se trata do modo como José foi liberto da cova e veio ao faraó. Por ‘José’, no sentido interno, é representado o Senhor quanto ao celeste do espiritual, e pelo ‘faraó’ é representado o natural, ou o homem externo; pela ‘cova’ em que estava José é representado o estado da tentação do Senhor quanto ao celeste do espiritual, e pelo chamamento para fora da cova pelo faraó é significado o estado de libertação das tentações, e depois, o estado do influxo e, em seguida, o estado de comunicação com o novo natural. A partir disso, é evidente que aqui, no sentido interno, se descreve o modo como o Senhor fez novo e, por fim, Divino, o Seu Natural.
[2] São essas as coisas que pensam os anjos celestes quando esses históricos são lidos pelo homem. Pensar em tais coisas é mesmo muitíssimo prazeroso para eles, pois estão na Divina esfera do Senhor, assim, por assim dizer, no Senhor, e então estão na percepção do regozijo íntimo quando estão no pensamento a respeito do Senhor e na salvação do gênero humano pelo que o Senhor fizera o Humano Divino em si; e para que os anjos fossem mantidos nesse celestíssimo regozijo e, ao mesmo tempo, na sabedoria, por isso esse Divino processo é descrito plenamente no sentido interno da Palavra e, ao mesmo tempo, nesse processo da regeneração do homem, uma vez que a regeneração do homem é uma imagem da glorificação do Senhor (n. 3138, 3212, 3296, 3490, 4402). Muitos hão de perguntar com surpresa: Que é que os anjos falam entre si? Consequentemente, o que falam entre si os homens que, depois da morte, se tornaram anjos? Mas saibam que são tais coisas que estão contidas no sentido interno da Palavra, a saber, da glorificação do Senhor, de Seu Reino, da igreja, da regeneração do homem pelo bem do amor e pelo vero da fé; mas a respeito destas coisas por meio de arcanos que, quanto a maior parte, são inefáveis.