ac 5253

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E ninguém [há] que o interprete’; que signifique o ato de ignorar o que estaria dentro, vê-se pela significação de ‘interpretar’, que é o que estava dentro (n. 5093, 5105, 5107, 5141); daí a ação de ignorar o que estaria dentro é significada por ‘ninguém [há] que o interprete’. ‘Ninguém’, no sentido interno, não é nenhum ou o nulo, mas é o meramente negativo, por isso aqui é ‘não’, assim, o que não é conhecido ou o que é ignorado; a causa é, porque, no sentido interno, não se considera pessoa alguma, nem sequer coisa alguma de determinado referente a uma pessoa (ver n. 5225), e na palavra ‘ninguém’ ou ‘nenhum’ está envolta alguma coisa da pessoa no geral. Há em geral três coisas que desaparecem do sentido da letra da Palavra quando ele se torna sentido interno, a saber, o que pertence ao tempo, o que pertence ao espaço, e o que pertence à pessoa; a causa é, porque no mundo espiritual não há tempo nem há espaço; essas duas coisas são próprias da natureza, é por isso que se diz dos que morrem, que eles saem do tempo e que eles deixam as coisas que pertencem ao tempo. Que no mundo espiritual não se considera coisa alguma de determinado a respeito da pessoa, a causa é, porque a intuição da pessoa na linguagem restringe a ideia e a limita, mas não a estende e torna ilimitada; o extenso e o ilimitado na linguagem faz com que ela seja universal e que compreenda inúmeras coisas e também coisas inefáveis, e possa exprimi-las. Tal é, portanto, a linguagem dos anjos, principalmente a linguagem dos anjos celestes, que é relativamente ilimitada; daí, tudo que pertence ao discurso deles influi no infinito e no eterno, consequentemente, no Divino do Senhor.

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