Texto
. ‘Dizendo: Não a mim’; que signifique que não a partir do Humano só, pode-se ver pela significação de ‘não a mim’, ou ‘não é pertinente a mim’, quando se trata do Senhor, que é representado por José, que é não proveniente do Humano só, mas proveniente do Divino, pois o Divino prevê, por conseguinte, conhece o que está dentro. Com efeito, quando o Senhor estava no mundo, havia nele a Previdência e a Providência na realidade no Humano, mas proveniente do Divino; mas em seguida, quando Ele foi glorificado, é a partir do Divino somente [que elas estiveram n’Ele], pois o Humano glorificado é Divino. O humano considerado em si mesmo não é senão uma forma recipiente da vida procedente do Divino, mas o Humano do Senhor glorificado, ou seja, o Divino Humano d’Ele, não é uma forma recipiente da vida procedente do Divino, mas é sim o Ser mesmo da vida, e o que daí procede é a vida. Os anjos têm tal ideia a respeito do Senhor, mas aqueles que, da Igreja Cristã, chegam hoje a outra vida, têm quase todos do Senhor uma ideia como de um homem comum, não somente uma ideia separada do Divino, embora eles Lhe acrescentem também o Divino, mas também separada de JEHOVAH, e que é mais ainda separada também do Santo que procede d’Ele. De fato eles dizem um só Deus, mas ainda assim pensam três, e na realidade repartem o Divino em três, porquanto o distinguem em Pessoas, e chamam Deus a cada uma e atribuem a cada uma um proprium distinto; por isso, na outra vida, se diz dos cristãos que eles adoram três Deuses, porque pensam três, embora digam um só. Ao contrário, aqueles que foram gentios, e que se converteram ao cristianismo, esses adoram somente o Senhor na outra vida; e isso por essa causa, porque creram que houve necessidade que o supremo Deus se manifestasse na Terra como homem, e que o supremo Deus seja o Divino Homem; e se não tivessem do supremo Deus essa ideia, que não poderiam ter nenhuma, assim, não poderiam pensar a respeito de Deus, consequentemente, nem O conhecer, e menos ainda O amar.