ac 5268

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E as sete vacas franzinas e más, que subiam após elas, elas [são] sete anos’; que signifique os estados da multiplicação do falso infestando o natural interior, vê-se pela significação das ‘vacas’, que, no sentido genuíno, são os veros no natural interior (n. 5198, 5265), mas aí, no sentido oposto, os falsos (n. 5202); é por isso que aquelas são chamadas ‘vacas boas’, mas estas ‘franzinas’ e ‘más’; pela significação de ‘subir’, que é o progressivo para os interiores (n. 5202); e pela significação dos ‘anos’, que são os estados (n. 5265). Do mesmo modo que sete significa o santo, assim também, no sentido oposto, ele significa o profano, pois, na Palavra, a maioria das expressões também têm um sentido oposto; e isso porque as mesmas coisas que se fazem no céu, quando deslizam para o inferno, mudam-se em coisas opostas e tornam-se ativamente coisas opostas; daí as coisas santas que são significadas por sete tornam-se ali coisas profanas.
[2] Que por ‘sete’ sejam significadas não só as coisas santas, mas também as coisas profanas, é o que se permite confirmar por esse número sete, mencionado somente no Apocalipse; que esse número ali significa as coisas santas, vê-se nestas passagens:
“João às sete igrejas: Graça e paz por Aquele Que é, e Que era, e Que virá, e pelos sete espíritos que estão diante do trono d’Ele” (1:4);
“Estas coisas disse Aquele Que tem os sete espíritos, ... e as sete estrelas” (3:1);
“Do trono saiam ... sete lâmpadas de fogo ardentes diante do trono, que são os sete espíritos de Deus” (4:5);
“Vi, sobre a direita do que estava sentado sobre o trono, um livro escrito por dentro e por fora526, selado por sete selos” (5:1);
“Vi, e eis, no meio do trono, ... um Cordeiro estando [de pé] como morto, tendo sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra” (5:6);
“Aos sete anjos foram dadas sete trombetas” (8:2);
“Nos dias da voz do sétimo anjo, ... será consumado o mistério de Deus” (10:7);
“Saíram os sete anjos do templo, tendo as sete pragas, vestidos de linho branco e brilhante, e cingidos ao redor do peito de cintos de ouro. Então um dos quatro animais deu aos sete anjos sete taças [phialas] de ouro” (15:6, 7).
[3] Que ‘sete’, no sentido oposto, significa as coisas profanas, vê-se também por estas passagens no Apocalipse:
“Eis, um dragão grande ruivo, tendo sete cabeças, e dez chifres, e sobre as cabeças dele, sete diademas” (12:3);
“Vi do mar uma besta subindo, a qual tinha sete cabeças, e dez chifres, e sobre os seus chifres, dez diademas, sobre as suas cabeças, porém, um nome de blasfêmia” (13:1);
“Vi uma mulher assentada sobre uma besta escarlate, cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças, e dez chifres. ... Aqui a inteligência, se alguém tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, onde a mulher está sentada sobre eles, e são os sete reis. ... A besta que era e não é [mais], é [ela] um oitavo rei, e é dos sete, e vai à perdição” (17:3, 7, 9, (10,) 11).

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