. ‘E eis que vêm sete anos’; que signifique os estados de providência, vê-se pela significação dos ‘anos’, que são estados (n. 487, 488, 493, 893); e pela significação de ‘vir’, que pertence à Providência, porquanto ‘vir’ e ‘tornar-se’, quando predicado do Divino (ou do que Deus faz), é o que acontece pela Providência, por conseguinte, pertence à Providência. (Que o que Deus faz pertença à Providência, ver acima os n. 5264, 5273.) Nas coisas que seguem se trata dos sete anos de abundância de mantimento e dos sete anos de fome, e ali, pelos ‘anos’ são significados os estados; pelos ‘anos de abundância de mantimento’, os estados da multiplicação do vero no natural, e pelos ‘anos de fome’, os estados de falta e de privação de vero no natural. Em geral, pelos sete anos de abundância de mantimentos e os sete anos de fome na terra do Egito são descritos, no sentido interno, os estados de reforma e de regeneração do homem, e no sentido supremo, os estados da glorificação do Humano do Senhor. Era para que esses estados fossem representados que tais eventos aconteceram na terra do Egito. Que eles se realizaram ali, era porque pela terra do Egito e por faraó, no sentido interno, entende-se o Natural, cuja glorificação no Senhor ali se trata. [2] Deve-se saber que as coisas que aconteciam nesse tempo e que foram descritas na Palavra, eram representativas do Senhor mesmo, da glorificação de Seu Humano e, no sentido representativo, de Seu Reino; consequentemente, da igreja no geral e da igreja no singular, assim, da regeneração do homem, pois pela regeneração o homem se torna uma igreja no singular. Que tais coisas que aconteciam nesse tempo eram coisas representativas, era sobretudo por causa da Palavra, a fim de que ela fosse escrita e que, assim, a Palavra contivesse coisas tais que representassem os Divinos, os celestes e os espirituais em uma série contínua, e que em consequência ela servisse não só ao homem da igreja, mas também aos anjos no céu, pois daí os anjos percebem os Divinos e, assim, são afetados pelas coisas santas que são comunicadas ao homem que lê a Palavra por afeição; donde lhe vem também o [estado] santo. Essa é a causa de que tais coisas tenham acontecido na terra do Egito.