. ‘[E haverá] grande abundância de mantimento em toda a terra do Egito’; que signifique a multiplicação do vero em um e outro natural, vê-se pela significação de ‘abundância de mantimento’, que é a multiplicação do vero, de que se tratará no que segue; e pela significação da ‘terra do Egito’, que é um e outro natural, porquanto pelo ‘Egito’ é significado o conhecimento (ver n. 1164, 1165, 1186, 1462, 4749, 4966), e porque o conhecimento, é significado também o natural por essa causa, porque aquilo que está no natural é chamado conhecimento; a terra do Egito é, portanto, a mente natural em que está o conhecimento; daí, por ‘toda a terra do Egito’ é significado um e outro natural, a saber, o interior e o exterior. Que haja um natural interior e um natural exterior, foi visto (n. 5118, 5126). Que a ‘abundância de mantimento’ signifique a multiplicação do vero, é porque ela é oposta à ‘fome’, que significa a falta de vero. Na língua original, a palavra pela qual é expressa a abundância de mantimento é um termo ao qual é oposto o termo fome, e significa, no sentido interno, uma plena abundância e a suficiência de cognições, porque a ‘fome’ significa a sua falta. As cognições não são outra coisa senão os veros do homem natural, mas que ainda não lhe foram apropriados, é a multiplicação de tais veros que se entende aqui; as cognições não se tornam veros no homem, antes de serem reconhecidas pelo entendimento, o que acontece quando são confirmadas por ele, e esses veros não lhe são apropriados antes que ele viva segundo eles; com efeito, nada é apropriado pelo homem senão aquilo que se torna da vida, pois assim ele mesmo está nos veros, porque a vida dele está neles.