Texto
. ‘E porá no esquecimento toda abundância de mantimento na terra do Egito’; que signifique o afastamento do vero e a sua privação aparente em um e outro natural, vê-se pela significação de ‘esquecer’ ou de ‘pôr no esquecimento’, que é o afastamento e, daí, a privação aparente; pela significação da ‘abundância de mantimento’, que é a multiplicação do vero, ou o vero multiplicado (n. 5276); e pela significação da ‘terra do Egito’, que é a mente natural ou o natural do homem, aqui um e outro natural, como dito logo acima (n. 5276). Que ‘esquecer’ ou ‘pôr no esquecimento’ seja o afastamento e a privação aparente, é porque assim acontece com a memória e, daí, com o pensamento. As coisas a respeito das quais o homem pensa estão imediatamente sob a sua intuição, e as que estão em afinidade com o assunto ficam em ordem ao redor, até às que não estão em afinidade, as quais estão muito afastadas e, então, no esquecimento. As que são opostas se separam daí e pendem para baixo, e conservam-se por baixo e fazem equilíbrio com as que estão acima. Essa ordenação se faz por meio do bem que influi; assim acontece com todo pensamento do homem; que assim aconteça, é o se manifesta pelos pensamentos na outra vida, pois ali os pensamentos na luz do céu têm, às vezes, por hábito se apresentarem visíveis, e então a forma da disposição deles aparece de tal maneira. Daí se pode ver que, no sentido interno, ‘esquecer’ não é outra coisa senão um afastamento e uma privação aparente.