. ‘E a fome consumirá a terra’; que signifique até o desespero, vê-se pela significação da ‘fome’, que é a falta de cognições e, daí, a privação de vero, de que se tratou acima (n. 5277 5578); e pela significação da ‘terra’, aqui, do Egito, que é a mente natural, de que também se tratou acima (n. 5276 5278); que até o desespero, é porque se diz ‘a fome consumirá a terra’; com efeito, quando pela ‘terra’ é significada a mente natural, e pela ‘fome’, a privação de vero, não é significada outra coisa senão o desespero, pois então se faz uma consumição de um modo espiritual. Aqui se descreve o estado da desolação pela privação de vero, o último desse estado é o desespero. Que o desespero seja o último desse estado, é porque por meio do desespero remove-se o prazer do amor de si e do mundo, e em seu lugar é insinuado o prazer do amor do bem e do vero. Com efeito, nos que devem ser regenerados há desespero a respeito da vida espiritual, por conseguinte, a respeito da privação do vero e do bem, pois quando estes são privados do vero e do bem, eles desesperam a respeito da vida espiritual; daí para eles o prazer e a bem-aventurança quando emergem do desespero.