Texto
. ‘E o faraó tirou o seu anel de sobre sua mão’; que signifique o confirmativo a respeito do poder que precedentemente era dele, vê-se pela representação de ‘faraó’, que é o natural, de que se tratou antes; pela significação do ‘anel’, que é o confirmativo, de que se tratará; e pela significação da ‘mão’, que é o poder (n. 878, 3091, 3387, 4931 a 4937, 5296); daí, é evidente que por ‘tirou o anel de sobre sua mão’ é significado que ele abdicou o poder que ele tinha antes; e que por ‘pôs o anel sobre a mão de José’, como se segue, é significado que ele cedeu todo o poder ao celeste do espiritual. Que o ‘anel sobre a mão’ seja o confirmativo do poder, não se pode ver do mesmo modo por passagens paralelas na Palavra, porque não se faz menção de anel sobre a mão em outro lugar, exceto apenas em Lucas, onde o pai do filho que prodigara tudo disse aos servos:
“Trazei o melhor vestido, e vesti-o, e pondes um anel sobre a mão dele, e um calçado sobre os pés” (16:22);
onde também pelo ‘anel’ é significado o confirmativo do poder na casa, assim como do filho, como anteriormente; mas é entretanto evidente pelos ritos que nos vêm dos tempos antigos, tais como os dos noivados, das uniões, assim como os das inaugurações, nos quais se põe anéis na mão para significar também o confirmativo do poder. Além disso, os sinetes que estavam também na mão (Jr. 22:24) significam o consentimento e a confirmação (n. 4874).