Texto
. ‘E deu-lhe Asenath, filha de Potífera, sacerdote de On, por mulher’; que signifique a qualidade do casamento do vero com o bem e do bem com o vero, vê-se pela significação de ‘dar por mulher’, que é o casamento. Que seja o casamento do bem com o vero e do vero com o bem, é porque não se entende outra coisa pelos casamentos, no sentido espiritual, e, por isso, nenhuma outra coisa é significada pelos casamentos na Palavra. Por ‘filha do sacerdote de On’ é significado o vero que pertence ao bem, porquanto a ‘filha’ é a afeição do vero; e o ‘sacerdote’ é o bem; ‘José’, por sua vez, é o bem pertencente ao vero no qual está o Divino, que é o mesmo com o celeste do espiritual. Daí fica evidente que é significado o casamento do vero com o bem e do bem com o vero. É a qualidade deste casamento que é significada, mas esta qualidade não pode ser mais exposta, porque a qualidade que o Senhor tinha no mundo não pode ser compreendida, nem mesmo pelos anjos; é possível somente formar alguma ideia a respeito, velada por uma sombra, pelas coisas semelhantes que estão no céu; por exemplo, pelo Máximo Homem, e pelo celeste do espiritual que, ali, provém do influxo do Divino do Senhor. Mas ainda assim, essa ideia é como a uma sombra espessa relativamente à luz mesma, pois ela é muitíssimo geral, assim, dificilmente alguma coisa relativamente.