Texto
. ‘E a terra produziu, em sete anos, abundância de mantimentos aos montões’; que signifique os primeiros estados quando os veros foram multiplicados em séries, vê-se pela significação dos ‘sete anos’, que são os primeiros estados, pois sete anos precederam, nos quais houve abundância de mantimentos, e sete anos se seguiram, nos quais houve fome (que os ‘anos’ sejam os estados, n. 482, 487, 488, 493, 893); pela significação da ‘abundância de mantimento’, que é a multiplicação do vero (n. 5276, 5280, 5292); por ‘a terra produziu’ é significado que essa multiplicação foi feita no natural, pois a ‘terra’, aqui, é o natural, como acima (n. 5338); e pela significação dos ‘montões’, que são as séries. Quanto às séries, que são significadas pelos ‘montões’, eis o que sucede: No homem que está sendo reformado são a princípio insinuados os veros gerais, em seguida os particulares dos gerais, e enfim os singulares dos particulares; os particulares são dispostos sob os gerais, e os singulares sob os particulares (n. 2384, 3057, 4269, 4325 no fim, 4329 no meio, 4345, 4383, 5208); essas disposições, ou ordenações, são significadas na Palavra pelos molhos, e aqui pelos feixes, ou montões, e não são nada mais do que as séries nas quais os veros multiplicados são dispostos ou postos em ordem. Essas séries, nos regenerados, encontram-se conforme às ordenações das sociedades nos céus; porém, nos não regenerados que não podem ser regenerados, elas são conformes às ordenações das sociedades nos infernos; daí, o homem que está no mal e, por isso, no falso, é o inferno em uma mínima forma; e o homem que está no bem e, portanto, no vero é o céu em uma mínima forma. Mas, a respeito dessas séries, pela Divina Misericórdia do Senhor, se dirá mais em outro lugar.