. ‘E ajuntou toda a comida dos sete anos’; que signifique a conservação do vero adjunto ao bem, multiplicado nos primeiros tempos, vê-se pela significação de ‘ajuntar’, que aqui é conservar, pois “a reuniu e pôs nas cidades e no meio”, o que significa que escondeu nos interiores, portanto, que tinha conservado, visto que cedeu para o uso nos anos de fome; pela significação da ‘comida’, que é tudo aquilo de que o homem interno se nutre; que isso seja o bem e o vero, pode-se ver pela correspondência da comida terrestre, de que se nutre o homem externo, com a comida espiritual de que se nutre o homem interno; aqui, portanto, é o vero adjunto ao bem, pois é esse vero que é conservado e escondido nos interiores. Pelos ‘sete anos’ são significados os primeiros estados quando os veros foram multiplicados (n. 5339); daí, é evidente que por ‘ajuntou toda a comida dos sete anos’ é significada a conservação do vero adjunto ao bem, multiplicado nos primeiros tempos. Diz-se a conservação do vero adjunto ao bem, mas porque poucos sabem o que é o vero adjunto ao bem, e menos ainda como e quando o vero é adjunto ao bem, é por isso que se deve dizer: O vero é conjunto ao bem quando o homem percebe prazer ao fazer o bem ao próximo por causa do vero e do bem, não, porém, por causa de si ou do mundo. Quando o homem está nessa afeição, os veros que ele então ouve, ou que lê, ou que pensa, são conjungidos ao bem; o que também costuma aperceber pela afeição do vero por causa desse fim.