. ‘A comida do campo da cidade’; que signifique as coisas que lhes eram próprias e convenientes, a saber, os veros adjuntos ao bem nos interiores, vê-se pela significação da ‘comida’, que são os veros adjuntos ao bem (n. 5340, 5342). Os veros que são próprios e convenientes aos interiores são significados pela ‘comida do campo da cidade’ por essa causa, porque o campo pertencia à cidade e fazia a cercania dela; as coisas que fazem a cercania significam, no sentido interno, as coisas convenientes e próprias, é também por isso que se diz imediatamente “que [estava] ao redor dela, pôs no meio dela”. Que as coisas que fazem a cercania significam as coisas próprias538 e convenientes, é porque todos os veros juntos ao bem são dispostos em séries, e as séries são tais que, no meio, ou no íntimo de cada uma, há um vero junto ao bem, e ao redor desse meio (ou desse íntimo) estão os veros que lhes são próprios e convenientes, e assim em ordem até o mais externo, onde a série se dissipa. As séries mesmas foram também dispostas semelhantemente entre si, mas variam segundo as mudanças de estado. Que sejam tais as disposições dos veros juntos ao bem, é o que realmente costuma se apresentar à vista na outra vida, porquanto na luz do céu, na qual há a inteligência e a sabedoria, tais coisas podem ser apresentadas à vista, mas não na luz do mundo, nem na luz do céu no homem cujos interiores não foram abertos. Mas ainda assim, elas podem ser reconhecidas por ele pela intuição racional e, assim, serem vistas racionalmente a partir da luz do céu. Essas disposições tiram a sua origem das disposições das sociedades angélicas no céu, pois assim como essas sociedades foram dispostas, assim também foram dispostas as séries dos veros juntos ao bem nos regenerados, porquanto estas correspondem àquelas.