Texto
. ‘Que [estava] ao redor dela, pôs no meio dela’; que signifique ‘as que estavam anteriormente no natural exterior, [Ele] as escondeu nos interiores no natural interior’, vê-se pela significação de ‘ao redor’, que são as coisas que estão por fora, assim, as que estão no natural exterior; e pela significação do ‘meio’, que são as que estão por dentro (n. 1074, 2940, 2973); assim, as que estão no natural interior. Que ‘no meio dela’, ou da cidade, seja nos interiores do natural interior, é porque pela ‘cidade’ são significados os interiores (n. 5297, 5342). Os interiores do natural interior são as coisas que ali se chamam coisas espirituais, e as coisas espirituais ali são as coisas que procedem da luz do céu, a partir da qual são ali iluminadas as que procedem da luz do mundo, que propriamente se dizem naturais; nas coisas espirituais ali estão escondidos os veros adjuntos ao bem. As coisas espirituais ali são as coisas que correspondem às sociedades angélicas que estão no segundo céu. O homem comunica com esse céu por meio das relíquias; esse é o céu que se abre quando o homem se regenera, e é esse céu que se fecha quando o homem não se deixa regenerar, pois as relíquias, ou os veros e os bens escondidos nos interiores, não são outra coisa senão as correspondências com as sociedades desse céu.