. ‘E José acumulou grão como a areia do mar, multiplicando muito’; que signifique a multiplicação do vero procedente do bem, vê-se pela significação de ‘acumular’, que aqui é multiplicar; pela significação do ‘grão’, que é o vero pela vontade e pelo ato (n. 5295), cuja multiplicação, quando é comparada a ‘areia do mar’, significa que ele provém do bem; aqui, do bem celeste do espiritual pelo influxo, porquanto o vero nos interiores nunca é multiplicado a partir de outra coisa senão do bem; a multiplicação do vero que não provém do bem não é uma multiplicação do vero, porque não é o vero, embora na forma externa se mostre como vero, é uma sorte de simulacro em que não há vida. Ora, isso sendo morto, não se aproxima do vero, pois o vero, para ser o vero no homem, deve viver pelo bem, isto é, por meio do bem procedente do Senhor; e, quando ele vive assim, então a multiplicação, no sentido espiritual, pode ser predicada dele. Que a multiplicação do vero exista somente a partir do bem, pode-se ver a partir disso: que nada pode ser multiplicado senão a partir de alguma coisa semelhante a um casamento. O vero não pode formar um casamento com outra coisa senão com o bem, se for com outra coisa, não é um casamento, mas é um adultério; portanto, o que é multiplicado a partir do casamento, isto é legítimo, assim, é o vero; mas o que é multiplicado que provém do adultério não é legítimo, mas espúrio, assim, não é o vero.