. Continuação A respeito da correspondência com o Máximo Homem; aqui, ainda da correspondência das vísceras interiores com ele. *5377. Tratou-se no fim do capítulo precedente da correspondência de algumas vísceras interiores do corpo com o Máximo Homem, a saber, do fígado, do pâncreas, do estômago e de algumas outras; portanto, aqui se continuará a tratar da correspondência do peritônio, dos rins, dos ureteres, da bexiga, depois, dos intestinos nele. Com efeito, tudo que está no homem, tanto o que está no homem externo quanto o que está no homem interno, tem uma correspondência com o Máximo Homem; sem a correspondência com ele, isto é, com o céu, ou o que é o mesmo, com o mundo espiritual, nunca coisa alguma existe nem subsiste, por essa causa, porque não tem ligação alguma com um anterior a si, consequentemente, com o primeiro, isto é, com o Senhor. Aquilo que não tem ligação e, portanto, é independente não pode subsistir um só momento. Com efeito, se uma coisa subsiste, é pela ligação e dependência desde aquilo de que procede o todo da existência, pois a subsistência é uma perpétua existência. [2] Daí vem que não só todas e cada uma das coisas no homem correspondem, mas também todas e cada uma das coisas no universo. O sol mesmo corresponde, e também a lua, pois no céu o Senhor é o Sol e também a Lua; a chama e o calor do sol, bem como a luz, correspondem, porque é ao amor do Senhor para com todo o gênero humano que a chama e o calor correspondem, e é ao Divino Vero que a luz corresponde. Os astros mesmos correspondem. É com as sociedades do céu e com as suas habitações que existe a correspondência dos astros, não que essas sociedades estejam nos astros, mas estão em uma ordem semelhante. Tudo que se apresenta debaixo do sol corresponde, por exemplo, todos e cada um dos sujeitos do reino animal, e também todos e cada um dos sujeitos do reino vegetal, nos quais todas e cada uma das coisas, se não fosse o influxo proveniente do mundo espiritual, sucumbiriam e se despedaçariam em um momento. É até o que me foi dadoa conhecer por muitas experiências, pois me foi mostrado com que coisas no mundo espiritual correspondem um grande número dos que estão no reino animal, e ainda um maior número das coisas que estão no reino vegetal, e também que sem o influxo elas não subsistem de modo algum, pois uma vez retirado o anterior necessariamente o posterior cai, e semelhantemente quando o anterior é separado do posterior. Como há principalmente correspondência do homem com o céu, e por meio do céu com o Senhor, daí resulta que o homem aparece na outra vida na luz do céu de acordo com a qualidade de sua correspondência; por isso os anjos aparecem em uma brancura e em uma beleza inefável, mas os espíritos infernais em uma negridão e deformidade inexprimíveis.