. ‘E vivamos, e não morramos’; que signifique a vida espiritual, vê-se pela significação de ‘viver, e não morrer’, que é a vida espiritual, pois no sentido interno outra coisa não é significada por ‘viver e não morrer’. Com efeito, na outra vida, por ‘vida’ é significado em geral o céu, e especificamente a felicidade eterna, e por ‘morte’ é significado em geral o inferno, e especificamente a infelicidade eterna, o que é também evidente por um grande número de passagens na Palavra. Que o céu em geral e a felicidade eterna em específico sejam ditos ‘vida’, é porque ali há a sabedoria do bem e a inteligência do vero, e que na sabedoria do bem e na inteligência do vero há a vida procedente do Senhor, de Quem procede o todo da vida. Como, porém, no inferno há o contrário, a saber, em lugar do bem, o mal, e em lugar do vero, o falso, e assim uma vida espiritual extinta, é por isso que ali há relativamente a morte, pois a morte espiritual é o mal e o falso, e no homem é querer o mal e, daí, pensar o falso. Os gênios e os espíritos maus não querem ouvir que se diga a respeito deles que eles não vivem ou que estão mortos, pois dizem que possuem a vida, porque podem querer e podem pensar, mas se lhes diz que quando a vida está no bem e vero, que não possa estar de modo algum no mal e falso, pois são contrários.