. ‘E a Benjamin, irmão de José’; que signifique o espiritual do celeste, que é o intermediário, vê-se pela representação de ‘Benjamin’, que é o espiritual do celeste (n. 4593); que o espiritual do celeste seja o intermediário, também se viu ali. Deve-se saber, de um modo geral, que o interno não pode ter comunicação com o externo, e vice-versa, a não ser que haja um intermediário; consequentemente, que o vero não possa ter comunicação procedente do Divino, que é José com os veros no geral no natural, que são os filhos de Jacó, sem um intermediário, que é representado por Benjamin e se chama o espiritual do celeste. O intermediário, para que se torne um meio, deve participar de um e do outro, a saber, do interno e do externo. O motivo pelo qual deve haver um intermediário, é porque o interno e o externo são muitíssimo distintos entre si, e de tal modo distintos, que eles podem ser separados, como é separado o último externo do homem, que é o corpo, quando ele morre, de seu interno que é o seu espírito. O externo morre então quando o intermediário se rompe, e o externo vive então quando o intermediário se interpõe, e quanto mais e de tal modo o intermediário se interpõe, tanto mais e do mesmo modo vive o externo. Como os filhos de Jacó foram sem Benjamin, isto é, sem o intermediário, por isso José não pôde se manifestar a seus irmãos, e por isso ele lhes falou com dureza, chamando-os de espiões e pondo-os em custódia, e também por isso eles não reconheceram José. [2] Mas qual é esse intermediário que é representado por Benjamin e chamado o espiritual do celeste, não pode ser descrito de modo que seja compreendido, dado que faltam as noções a respeito do celeste do espiritual, que é José, e dos veros da igreja, até onde eles são apenas conhecimentos, que são os filhos de Jacó, daí também a respeito do espiritual do celeste, que é Benjamin. Mas no céu, qual é esse intermediário, mostra-se como na clareza do dia; a sua qualidade ali é exposta por meio de representativos inefáveis na luz do céu, na qual está ao mesmo tempo a percepção; pois a luz do céu é a inteligência mesma procedente do Divino; daí vem o perceptivo em cada uma das coisas que são representadas por essa luz. Isso não acontece na luz do mundo, pois esta luz em si nada tem da inteligência, mas o entendimento por meio dela se faz através do influxo da luz do céu nela e, ao mesmo tempo, então por meio do influxo de perceptivo que está na luz do céu. Daí vem que o homem tanto está na luz do céu quanto está na inteligência, e que tanto está na inteligência quanto está no vero da fé, e que tanto está no vero da fé quanto está no bem do amor, consequentemente, que o homem tanto está na luz do céu quanto está no bem do amor.