. ‘E fez[-se] estranho para com eles’; que signifique a não conjunção porque estavam sem o intermediário, vê-se pela significação de ‘fazer-se estranho’, que aqui é a não conjunção porque estavam sem o intermediário. Com efeito, quem não está na conjunção recíproca, porque está sem um intermediário, este parece estranho553, como o vero interno ou o vero procedendo imediatamente do Divino para aqueles que estão nos veros externos. Daí vem agora, que José se fez como estranho aos seus irmãos, não que ele tenha se tornado estranho, dado que ele os amou, pois, tendo-se afastado deles, chorou (vers. 24), mas estranho da parte deles por causa da não conjunção, o que é representado pelo fato de ele mesmo ter se comportado assim. Seja como exemplo: onde, na Palavra, se diz que JEHOVAH, ou o Senhor, se comporta como estrangeiro em relação ao povo, e que Ele se opõe a eles, os rejeita, dana, envia para o inferno, pune, deleita-Se de que tais coisas aconteçam; entende-se, no sentido interno, que são eles que se comportam como estrangeiros para com JEHOVAH, ou o Senhor, opõem-se a Ele, estão em males que os afastam da face d’Ele, que os danam, que os enviam ao inferno e que punem, e que tais coisas não procedem de modo algum de JEHOVAH, ou do Senhor. Mas, na Palavra, isso se diz assim por causa da aparência, pois assim aparece aos simples. Acontece coisa semelhante com os veros internos, quando eles são considerados pelos veros externos sem a conjunção pelo intermediário, então eles aparecem absolutamente estranhos para eles e, às vezes, até opostos, quando, entretanto, a oposição não está nos veros internos, mas dos veros externos. Com efeito, sem essa conjunção pelo intermediário esses veros não podem considerar os veros internos de outro modo senão pela luz do mundo separada da luz do céu, por consequência, como estranhos a si; mas a respeito desse assunto se dirão várias coisas na sequência.