. ‘E falou com eles [coisas] duras’; que signifique, daí também a não correspondência, vê-se pela mesma explicação que foi dada acima a respeito disso, que se tenha comportado como estranho; ‘fazer-se como estranho’ diz respeito à afeição que pertence à vontade, e ‘falar [coisas] duras’ diz respeito ao pensamento pertencente ao entendimento, porquanto, no sentido interno, ‘falar’ é pensar (n. 2271, 2287, 2619). Com efeito, o interno mostra-se estranho ao externo quando então não há correspondência, pois a correspondência é a aparição do interno no externo, e ali está a sua representação; razão por que onde não há correspondência é nula a aparição do interno no externo, por conseguinte, não há no externo a representação do interno, daí a dureza [na fala].