ac 5502

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E estremeceram, o varão ao seu irmão’; que signifique o terror geral, vê-se pela significação de ‘estremecer’, que é o terror; e pela significação de ‘o varão ao seu irmão’, que é o que é geral, como logo acima (n. 5498). Que o temor seja aqui expresso duas vezes, a saber, por ‘saiu o coração’ e por ‘estremeceram’, é porque umas das expressões se refere à vontade e a outra ao entendimento. Com efeito, na Palavra, principalmente na Palavra profética, é habitual exprimir uma mesma coisa duas vezes, mudando somente as palavras. Quem não conhece o mistério que há nessa dupla locução pode imaginar que seja uma repetição inútil, mas não acontece entretanto assim, uma das expressões se refere ao bem, a outra, ao vero; e como o bem pertence à vontade, e o vero ao entendimento, ao mesmo tempo uma se refere à vontade e a outra ao entendimento. A razão disso é que na Palavra tudo é santo, e que o santo provém do casamento celeste, que é o casamento do bem e do vero. Daí vem que na Palavra está o céu, consequentemente, o Senhor, que é tudo em todas as coisas do céu, ao ponto que o Senhor é a Palavra. Os dois Nomes do Senhor, a saber, Jesus Cristo, envolvem a mesma coisa: o Nome Jesus, o Divino Bem, e o Nome Cristo, o Divino Vero (ver os n. 3004, 3005, 3008, 3009). Daí é também evidente que o Senhor está em todas as coisas da Palavra, de modo que Ele é a Palavra mesma. Que o casamento do bem e do vero, ou o casamento celeste esteja em cada coisa da Palavra, foi visto (n. 683, 793, 801, 2516, 2712, 5138). Daí também se pode evidentemente concluir que o homem, se visa o céu, deverá estar não só no vero que pertence à fé, mas também no bem que pertence à caridade, e que de outro modo é nulo o céu nele.

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