Texto
. Mostrou-se-me quão pouca vida espiritual há nos que têm relação com os ossos. Outros espíritos falam por eles, e eles mesmos sabem pouco o que dizem, mas mesmo assim falam, pondo o prazer nisso somente. A esse estado se acham reduzidos os que levavam uma vida má, e, entretanto, tiveram escondidos em si alguns restos do bem; esses restos constituem esse pouco de vida espiritual, depois das vastações de muitos séculos. (O que são os ‘restos’, foi visto nos n. 468, 530, 560, 561, 660, 1050, 1738, 1906, 2284, 5135, 5342, 5344.) Foi dito que eles têm pouca vida espiritual; por vida espiritual entende-se essa vida que têm os anjos no céu; o homem no mundo é introduzido nessa vida pelas coisas que pertencem à fé e à caridade. A afeição mesma do bem, que pertence à caridade, e a afeição mesma do vero, que pertence à fé, é a vida espiritual; sem ela, a vida do homem é uma vida natural, mundana, corporal, terrestre, que não é a vida espiritual se esta não está nela, mas é uma vida tal qual a dos animais em geral.