. Um certo espírito se aplicava ao meu lado esquerdo, e então eu não sabia de onde ele vinha e qual ele era. Ele operava também obscuramente. Queria também penetrar interiormente em mim, mas foi repelido. Esse espírito induzia uma esfera geral de ideias do pensamento, que era tal, que não pode ser descrita. Não me recordo de ter notado anteriormente uma semelhante esfera geral. Ele não tinha aderido a princípio algum, mas em geral ele era contra todos que ele pudera contradizer e censurar com destreza e engenhosidade, ainda que ele não soubesse o que é o vero. Eu me admirava de que ele tivesse tal engenhosidade, a saber, que ele pudesse contradizer os outros com engenhosidade, e todavia proceder assim a partir de uma nula cognição do vero consigo. Depois ele se foi, mas logo voltou com uma garrafa de barro na mão, e quis dar-me de beber do que ela continha. Era, segundo a sua fantasia, alguma coisa que tiraria o entendimento aos que o bebessem; isso era representado porque ele tinha privado do entendimento do vero e do bem os que se lhe aderiram no mundo, mas eles ficavam sempre ligados a ele. Na luz do céu, esse espírito também não aparecia com uma face, mas unicamente com dentes; e isso porque ele tinha podido censurar os outros, sem, entretanto, ele próprio saber coisa alguma do vero. Disseram-me quem ele era: quando ele vivia no mundo era do número dos homens célebres, e alguns tinham conhecido que ele era tal.