. ‘Até que José viesse, ao meio-dia’; que signifique quando o interno estivesse presente com a luz, vê-se pela significação de ‘até que viesse’, que é quando estivesse presente; pela representação de ‘José’, que é o interno (n. 5648); e pela significação de ‘meio-dia’, que é o estado de luz (n. 1458, 3195, 3708). Que ‘meio-dia’ seja o estado de luz, é porque os tempos do dia, como por exemplo, a manhã, o meio-dia, a tarde, correspondem às iluminações na outra vida, e ali as iluminações são da inteligência e da sabedoria, pois na luz do céu há a inteligência e a sabedoria; ali as alternâncias da iluminação são tais, a saber, como nas terras a manhã, o meio-dia, a tarde. Existem ali estados de sombra, como a que há na tarde, não procedentes do sol espiritual, isto é, do Senhor, que sempre brilha, mas procedentes do proprium dos anjos, pois assim como eles são enviados ao seu proprium, assim eles chegam ao estado de sombra ou de tarde, e do mesmo modo como são elevados do seu proprium para o proprium celeste, assim eles entram no estado de luz.