. Há certos espíritos que não só se referem às partes mais viscosas do cérebro, as quais são os seus excrementícios, como também sabem impregná-las com uma sorte de veneno. Quando tais espíritos vêm em multidão, eles se arremessam para dentro do crânio e, daí, por continuidade até a medula espinhal; isso não pode ser sentido por aqueles cujos interiores não foram abertos. Concedeu-se-me sentir manifestamente a irrupção, e também o seu esforço, a saber, para me matar, mas era vão tal esforço, porque eu era defendido pelo Senhor. A intenção deles era arrebatar-me toda faculdade intelectual. Senti manifestamente a operação deles e, daí, também uma dor, que, entretanto, logo cessou. Depois falei com eles, e foram coagidos a declarar de onde eles eram. Contaram-me que viviam em florestas sombrias, onde eles não se atrevem a exercer violência contra os seus companheiros, pois de outro modo é permitido aos seus companheiros tratá-los sem piedade; assim eles são mantidos nos vínculos. Eles são disformes, de uma face ferina e cobertos de pelo. Disseram-me que esses tais foram os que outrora trucidavam exércitos inteiros, como se lê na Palavra. Por isso, eles faziam irrupção nas câmaras do cérebro de cada um, e lá incutiam o terror agregado a um tal frenesi, que um matava ao outro. Hoje tais espíritos são mantidos dentro de seu inferno, e de lá não se evadem. Eles se referem aos tumores letais da cabeça dentro do crânio. Foi dito que eles se arremessam para dentro do crânio e, daí, continuamente até a medula espinhal; mas deve-se saber que há aparência que os próprios espíritos se arremessam; eles são levados para fora por um caminho que corresponde a esses espaços no corpo, o que é sentido como se a irrupção estivesse por dentro; é isso o efeito da correspondência; daí a sua operação é facilmente derivada para o homem para quem ela é determinada.