Texto
. Foi dado aprender, por experiência, o que é a inundação ou o dilúvio no sentido espiritual. Essa inundação é dupla, uma que pertence às cobiças e a outra às falsidades; a que pertence às cobiças pertence à parte voluntária, e pertence à parte direita do cérebro; a que pertence às falsidades pertence à parte intelectual, em que está a parte esquerda do cérebro. Quando o homem que viveu no bem é reposto em seu proprium, assim, na esfera de sua própria vida, então aparece como uma inundação. Quando ele está nessa inundação, então se indigna, se irrita, pensa com inquietação, cobiça com veemência. É de um modo quando é inundada a parte esquerda do cérebro, onde estão os falsos, e de outro modo quando é a parte direita, onde estão os males. Mas quando o homem é mantido na esfera de vida que ele recebeu do Senhor pela regeneração, então ele está inteiramente fora de uma tal inundação, e se acha por assim dizer em uma temperatura serena e doce, ele está na alegria e na felicidade, assim, muito longe da indignação, da ira, da inquietude, das cobiças e de paixões semelhantes; esse estado é a manhã ou a primavera dos espíritos, o outro é a sua tarde ou o outono deles. Era-me dado perceber que eu estava fora da inundação, e isso por bastante tempo, enquanto eu via que outros espíritos nela estavam. Mas depois eu próprio fui imerso; e então apercebi a semelhança de uma inundação. Em uma tal inundação se acham os que estão nas tentações. Daí também fui instruído sobre o que significa o dilúvio na Palavra, a saber, que os da última posteridade dos antiquíssimos, que eram da igreja celeste do Senhor, foram inteiramente inundados de males e de falsos e assim pereceram.