Texto
. ‘E o meu cálice, o cálice de prata, porás na boca do alforje do menor’; que signifique o vero interior dado ao intermediário, vê-se pela significação do ‘cálice de prata’, que é o vero da fé que provém do bem da caridade (n. 5120); e porque se diz ‘meu cálice’, ou seja, o cálice de José, é o vero interior; ‘Benjamin’, porque representa o intermediário, também quanto ao vero, representa o vero interior (n. 5600, 5631), assim, o vero espiritual (n. 5639); pela significação da ‘boca do alforje’, quando ela é predicada de Benjamin como intermediário, que é onde ele está adjunto ao natural, pois o intermediário, para que seja intermediário, comunica com o externo e com o interno (n. 5411, 5413, 5586), seu exterior aqui é o natural; e pela representação de ‘Benjamin’, que é aqui o menor, que é o intermediário (n. 5411, 5413, 5443, 5688). A partir dessas explicações, fica evidente o que é significado por isso, que José mandou pôr o seu cálice de prata no alforje de Benjamin.