Texto
. ‘Com quem for achado, será meu servo’; que signifique que aquele com quem estiver isso, esse ficará perpetuamente sem o proprium livre, vê-se pela significação do ‘servo’, que é estar sem o proprium livre, como acima (n. 5760). Com isto assim acontece: O ‘cálice de prata de José’, posto por ordem de José com Benjamin, significa o vero interior (n. 5736, 5747). Aquele que está no vero interior, este sabe que todo vero e bem procedem do Senhor, e também que todo livre proveniente do proprium, ou do homem mesmo, é infernal, uma vez que quando o homem faz e pensa alguma coisa a partir do proprium livre, ele não faz e não pensa nada senão o mal, por isso ele é o servo do diabo, já que todo mal influi do inferno. Ele também sente o prazer nesse livre, porque convém ao mal em que está e no qual ele nasceu. É por isso que ele deve se despojar desse proprium livre, e em lugar dele revestir o livre do celeste, que é querer o bem e, daí, fazer o bem, e desejar o vero e, daí, pensar o vero. Quando recebe esse livre, então ele é o servo do Senhor, e então está no livre mesmo, e não no servil em que estava antes, que se mostra como livre. É isso então ficar perpetuamente sem o proprium livre. O que é o livre e de onde ele vem, foi visto (n. 2870 ao 2893); e que o livre mesmo seja ser conduzido pelo Senhor, n. 2890.