ac 5807

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E seu pai o ama’; que signifique que para ele a conjunção seja com o bem espiritual proveniente do natural, vê-se pela significação do ‘amor’, que é a conjunção, de que se tratará no que segue; e pela representação de ‘Israel’, que aqui é aquele que o ama, que é o bem espiritual proveniente do natural (n. 4286, 4598); e pela representação de ‘Benjamin’, que é ele aquele a quem o pai ama, que é o vero novo, de que se tratou acima (n. 5804, 5806); é a conjunção deste vero com aquele bem que é significada por isso, que ‘o pai o ama’. Não pode não haver conjunção com esse vero, porque ele provém desse bem. Há entre esse vero e esse bem uma conjunção tal qual a que existe entre um pai e um filho, e também tal qual a que existe entre o querer e o entender da mente, porquanto todo bem pertence à vontade e todo vero pertence ao entendimento; quando a vontade quer o bem, então isso é insinuado no entendimento, e ali é formado segundo a qualidade do bem então, essa forma é o vero; e como esse vero novo nasce assim, é evidente que deve haver conjunção.
[2] Quanto ao que diz respeito ao amor, que seja a conjunção, é necessário saber que o amor é a conjunção espiritual por ser ele a conjunção das mentes, ou do pensamento e da vontade de dois. Daí é evidente que o amor, considerado em si mesmo, é o puro espiritual, e que o seu natural é o prazer da consociação e da conjunção. Quanto ao que diz respeito à sua essência, o amor é o harmônico resultante de mudanças de estado e de variações nas formas ou substâncias, das quais se compõe a mente humana; esse harmônico, se provier da forma celeste, é o amor celeste. Daí é possível ver que o amor não pode tirar a sua origem de outra parte senão do Divino Amor mesmo, que procede do Senhor; assim, que o amor é o Divino que influí nas formas e as dispõe para que as mudanças de estado e as variações estejam na harmonia do céu.
[3] Mas os amores opostos, a saber, os amores de si e do mundo, não são conjunções, mas sim disjunções; de fato eles se mostram como conjunções, mas isso acontece porque considera o outro como um consigo enquanto ele faz um consigo nos ganhos, na procura das honras, nas vinganças e nas perseguições contra aqueles que se opõem a eles; mas desde que um não favorece o outro há disjunção. Acontece de modo diferente com o amor celeste, este amor tem completamente aversão por fazer o bem a alguém por causa de si, mas o faz por causa do bem que está em outrem e que este recebe do Senhor, consequentemente, por causa do Senhor mesmo, de Quem procede o bem.

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