Texto
. ‘Se estiver o nosso irmão menor conosco, então desceremos’; que signifique a não ser que esteja junto o intermediário que conjunge, vê-se pela representação de ‘Benjamin’, que é aqui o ‘irmão menor’, que é o intermediário que conjunge (n. 5411, 5413, 5639, 5688). Em relação a isto, que Benjamin represente o intermediário entre o celeste do espiritual (ou o bem interno), que é José, e os veros no natural, que são os dez filhos de Jacó, e que ele represente também o vero (n. 5804, 5806, 5809), assim acontece: O intermediário, para que seja intermediário, deve fazer parte de um e do outro, a saber, do interno e do externo, de outro modo ele não é o intermediário que conjunge. O intermediário que Benjamin representa faz parte do externo ou do natural, porque ali ele é o vero novo, pois o vero novo que ele representa está no natural, porque ele provém do bem espiritual oriundo do natural, que seu pai, como sendo Israel, representa (n. 5685, 5689); mas esse intermediário faz parte do interno representado por José por meio do influxo; assim ele participa de um e de outro. É esse o motivo pelo qual Benjamin representa um intermediário que conjunge e, também, o vero novo: o vero novo quando ele está com seu pai, o intermediário que conjunge quando ele está com José. Isto é um arcano que não pode ser exposto mais claramente, e não pode ser entendido senão pelos que estão no pensamento de que há no homem um interno e um externo distintos entre si; pode também ser entendido pelos que estão ao mesmo tempo na afeição de saber os veros; estes são iluminados pela luz do céu quanto à parte intelectual a fim de que vejam o que os outros não veem, assim, também este arcano.