. E sua alma está ligada à alma dele’; que signifique quando há uma estreita conjunção, vê-se pela significação da ‘alma’, que é a vida; assim, a ‘alma de um unida a alma do outro’ é a vida de um na vida do outro, consequentemente, é uma estreita conjunção, a saber, do bem espiritual, que é Israel, e do vero proveniente desse bem, que é Benjamin. Quanto a isto, que haja uma tão estreita conjunção entre o bem e o seu vero, assim como quando a alma de um está ligada à alma de outro, assim se tem: A mente do homem, que é o homem mesmo e onde está a vida do homem, tem duas faculdades, uma dedicada aos veros que pertencem à fé, e a outra dedicada aos bens que pertencem à caridade. A faculdade dedicada aos veros que pertencem à fé é chamada entendimento, e a faculdade dedicada ao bem que pertence à caridade é chamada vontade. Para que o homem seja homem, essas duas faculdades devem fazer um. [2] Mas que essas duas faculdades hoje tenham estado inteiramente desconjuntas, pode-se ver a partir disso: que o homem pode entender que há o vero e, ainda assim, não o querer. Com efeito, ele pode entender que todas as coisas que estão no decálogo são verdadeiras, e até de algum modo as que estão nos doutrinais extraídos da Palavra; e mais, pode mesmo confirmar essas coisas intelectualmente, e também por pregações, mas, apesar disso, querer de outro modo, e a partir desse querer ele faz de outro modo. Daí, torna-se evidente que essas duas faculdades no homem foram desunidas; mas que elas não devem ficar desconjuntas, pode-se saber por este fato, que entender o vero deve elevar o homem para o céu, mas querer o mal o deve puxar para o inferno, e assim ele penderia entre um e outro; mas ainda assim, o querer dele, no qual consiste a sua vida mesmíssima, o arrastaria para baixo, assim, inevitavelmente ao inferno. Para que, pois, isso não aconteça, essas duas faculdades devem ser conjungidas, o que acontece por meio da regeneração pelo Senhor, e isso pela implantação do vero que pertence à fé no bem que pertence à caridade; porquanto assim, pelo vero que pertence à fé, o homem é dotado de um novo entendimento, e pelo bem que pertence à caridade ele é dotado de uma nova vontade; daí as duas faculdades que fazem uma única mente.