. A partir de muitas experiências me foi concedido saber que seja o que for que os espíritos pensem e pronunciem a partir da memória do homem, eles imaginam que isso lhes pertence e está neles. Se a eles se diz que não é assim, eles ficam muito indignados. Uma tal falácia do sentido reina neles. Para que ficassem convencidos de que isso não acontece assim, perguntei-lhes porque meio eles sabiam conversar comigo em minha língua vernácula, sem que, entretanto, tivessem conhecido coisa alguma dela na vida do corpo, e como eles sabiam falar as outras línguas que eu tenho por experiência, sem conhecer uma só por eles mesmos, e se acreditavam que esses conhecimentos lhes pertencem; também li diante deles alguma coisa na língua hebraica, que eles entenderam tanto quanto eu, mesmo as crianças, e além disso nada mais. Mostrei-lhes também que todos os conhecimentos que estavam comigo estavam com eles; por esse modo eles ficaram convencidos de que vinham na posse de todos os conhecimentos do homem quando vinham em companhia dele, e que estavam no falso ao crerem ser eles seus. Eles também têm coisas que são suas; mas não lhes é permitido produzi-las, e isso, para que eles sirvam ao homem pelas coisas pertencentes ao homem, e por muitas outras razões, de que se falou (n. 2476, 2477, 2479); e porque haveria uma enorme confusão se os espíritos influíssem a partir da memória deles (n. 2478).