. ‘E os egípcios ouviram’; que signifique até os últimos, vê-se pela significação de ‘ouvir’, a saber, a voz em choro, que é a percepção da misericórdia e do regozijo; e pela representação dos ‘egípcios’, que são os conhecimentos (n. 1164, 1165, 1186, 1462), assim, os últimos, pois os conhecimentos no homem são os seus últimos. Que os conhecimentos sejam os últimos para o homem, a saber, em sua memória e em seu pensamento, isso não se mostra, ele vê como se fizessem o todo da inteligência e da sabedoria; mas não é assim, eles são apenas os vasos em que estão as coisas que pertencem à inteligência e à sabedoria, e de fato os últimos vasos, pois eles se conjungem com os sensuais do corpo. Que eles sejam os últimos, é evidente para aquele que reflete sobre o seu pensamento quando faz investigações a respeito de algum vero, que então os conhecimentos estão presentes, mas não aparecem, pois o pensamento extrai então as coisas que eles contêm, e na realidade de um grande número esparsos aqui e ali, e também escondidos, e assim conclui; e quanto mais longe o pensamento for, tanto mais ele se afasta dos conhecimentos. Isso pode se tornar manifesto a partir disto, que o homem, quando chega na outra vida e se torna espírito, tem de fato consigo os conhecimentos, mas não se permite utilizá-los por muitas razões (n. 2476, 2477, 2479), e mesmo assim ele pensa e fala sobre o vero e o bem muito mais distinta e perfeitamente do que no mundo. Daí se pode ver que os conhecimentos servem ao homem para a formação do entendimento, mas, quando o entendimento foi formado, que então tais conhecimentos formam o último plano, em que o homem não pensa mais, mas sim acima dele.