. ‘E a Benjamin deu trezenas [peças] de prata’; que signifique ao intermediário a plenitude do vero proveniente do bem, vê-se pela representação de ‘Benjamin’, que é o intermediário (n. 5600, 5631, 5639, 5688, 5822); pela representação de ‘José’, que deu, que é o bem interno (n. 5826, 5827, 5869, 5877); pela significação de ‘trezentos’, que é o pleno, de que se tratará no que segue; e pela significação da ‘prata’, que é o vero (n. 1551, 2954, 5658); a partir dessas significações, fica claroque por ‘a Benjamin deu trezentas [peças] de prata’, é significado que ele deu ao intermediário a plenitude do vero proveniente do bem, pois o intermediário, que Benjamin representa, é o vero interior procedente do celeste interno por meio do influxo (n. 5600, 5631). Que ‘trezentos’ seja o pleno, é porque surge de três e de cem por multiplicação, e ‘três’ significa o pleno (n. 2788, 4495), e ‘cem’ significa muito (n. 4400); com efeito,o que os números compostosenvolvem, vê-se pelosnúmeros simples dos quais eles procedem. [2] ‘Trezentos’, em outras passagens onde ele mencionado na Palavra, envolve também coisa semelhante; por exemplo, quando se diz que a arca de Noé tinha trezentos côvados de comprimento (Gn. 6:15); depois, que havia trezentos varões pelos quais Gideão feriu Midiã, a respeito dos quaisse fala no Livro dos Juízes: “Era o número dos que lambiam na sua mão à sua boca, de trezentos varões. ... Disse JEHOVAH a Gideão: Pelos trezentos varões, que estiveram lambendo, ... darei Midiã na tua mão. ... Dividiu Gideão os trezentos varões em três tropas e deu uma buzina na mão de cada um deles, e cântaros vazios e tochas no meio dos cântaros. ... Quando tocaram as trezentas buzinas, pôs JEHOVAH a espada de um varão contra o seu companheiro, e contra todo o acampamento” (7:6, 7, 8, 16, 22); aí, pelos ‘trezentos varões’ é também significado o pleno, como também pelas ‘três tropas’ em que esses trezentos tinham sido divididos; e por ‘cem’, que era o número de cada tropa, é significado muito e bastante, consequentemente, que isso era suficiente contra Midiã. Além disso, todas essas coisaseram representativas, a saber, que ‘foram tomados os que lamberiam a água na mão’, que a ‘buzina foi dada a cada um deles’, que os ‘cântaros em que estavam tochas’; e isso porque por ‘Midiã’, contra quem eles deviam ir, era representado o vero que não é o vero, porque não havia[nele] o bem da vida; mas, pela Divina Misericórdia do Senhor, falar-se-á, em outro lugar, a respeito de cada um desses representativos. Que os números também tenham sido representativos, é evidente por muitas outras passagens, por exemplo, por ‘sete’ em Josué quando se tomou Jericó, visto que então se ordenou que ‘sete sacerdotes’ levassem ‘sete buzinas’ de jubileu diante da Arca; que no ‘sétimodia’ rodeassem a cidade ‘sete vezes’. (cap. 6:4).